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terça-feira, 12 de julho de 2011

Carlos Newton
Quem tinha razão sobre o depoimento de Luiz Antonio Pagot, diretor em férias do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), era o comentarista Luis Fernando, do Rio de Janeiro, que previu: “Sinceramente não vejo motivos para suspense, vai ser aquela ladainha de sempre, eu só falo em juízo,eu não sabia de nada e blá blá blá!!!!!!!!”
Realmente, não deu outra coisa. No fim de semana, o Planalto se acertou com Pagot, e tudo acabou em pizza. Ele fez apenas uma apaixonada e comovente defesa do Dnit, o órgão mais corrupto do país, desde quando se chamada DNER. Mudaram o nome, mas esqueceram de mudar as práticas administrativas ilegais.
“Ele nunca me exigiu nem pediu nada”, disse Pagot sobre o ministro Paulo Bernardo, mudando as antigas versões. Em seguinda, perguntado sobre a mudança de escopo (faixa de custo) das obras pelo senador Blairo Maggi (PR-MT), Pagot responde que “as obras sofrem mudança de escopo quando a conclusão de estudos de viabilidade aponta a necessidade de alterações necessárias”.
Segundo ele, “o ideal era que só fossem licitadas as obras com projeto executivo. O que acontece é a licitação com projeto básico”. Entre os dois projetos, de acordo com Pagot, são identificados alguns problemas e ocorrem as mudanças de valor (que são sempre para mais).
Foi um depoimento impressionante, em termos de desfaçatez. “Me surpreendi de ela (presidente Dilma Rousseff) ter se admirado de algumas obras estarem acima do escopo inicial”, diz Pagot, citando uma obra do PAC que tinha um valor estimado em R$ 450 milhões e, durante o processo licitatório, subiu para R$ 850 milhões: “A diferença não é superfaturamento. O TCU e o CGU são muito ágeis. Quando a licitação está em andamento, se eles têm algum achado, imediatamente emitem um relato para nós”.
O depoimento ainda nem acabou, mas não adianta esperar alguma revelação. Pagot está mais do que dominado. Não será surpresa se for mantido no Dnit. Tudo é possível.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Carlos Newton
O colunista Ibrahim Sued vivia repetindo que “em sociedade tudo se sabe”. É verdade. De uma maneira ou outra, as informações acabam surgindo e circulando. Agora, com a revolução da internet, a velocidade da notícia passou a ser realmente meteórica, em tempo real, costuma-se dizer.
Os jornalistas brasileiros ainda mantêm um certo pudor em abordar a privacidade dos governantes, especialmente a vida amorosa. Nesse ponto, a imprensa brasileira é muito mais civilizada do que a inglesa ou a norte-americana, por exemplo, onde os tablóides denigrem qualquer um, com total liberalidade.
Mas nossos jornalistas sempre dão um “jeitinho brasileiro” de fazer revelações picantes, mesmo pisando em ovos e em linguagem mais ou menos cifrada, mas que acaba sendo entendida, pois o velho ditado nos ensina que, para quem sabe ler, um pingo já é letra.
No dia 27 de junho, por exemplo, o colunista Ricardo Noblat, de O Globo, encontrou uma curiosa maneira de dizer que o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, estava se separando da primeira-dama Adriana Ancelmo.
No violentíssimo artigo que publicou, sob o título “Diz aí, Cabral!”, Noblat deu a seguinte informação: “Sou do tempo em que os políticos escondiam amantes, tesoureiros de campanha e empresários do peito. Amantes ainda são mantidas à sombra – embora algumas delas, de um tempo para cá, tenham protagonizado barulhentos escândalos. Outras morrem sem abrir o bico”.
Comentamos aqui no blog que, com invulgar habilidade, Noblat contou tudo, sem dizer nada, revelando com clareza que a morte de Fernanda Kfuri era mais um motivo para o desespero do governador e para a insistência em “amarrar” com o amigo Eike Batista a história do empréstimo do avião, mentindo sobre a hora em chegou a Porto Seguro etc. e tal.
Agora, no sábado, outro destacado colunista de O Globo, Jorge Bastos Moreno, bem-informadíssimo sobre os bastidores políticos de Brasília, publicou uma nota, também em linguagem mais ou menos cifrada, a respeito do misterioso sumiço de Dilma Rousseff, durante cinco horas, no Rio de Janeiro, na semana passada, sob o título “O desaparecimento da presidente Dilma”.
Então, vamos conferir o texto publicado por Jorge Bastos Moreno, em sua coluna política na página 3 de O Globo:
“O amor verdadeiro é o maior antídoto contra intriga. Onde existe amor, não há desconfiança.
Na última quarta-feira, depois de uma visita oficial ao Rio, a presidente Dilma simplesmente desapareceu. Avisou aos ministros da sua comitiva, já dentro da base aérea do Galeão:
“Me esperem aqui. Vou ali e volto já”.
Dilma só reapareceu para o embarque cinco horas depois.
Perguntem-me se, na volta, alguém teve a coragem de perguntar o que ela esteve fazendo nesse tempo todo.
Durante cinco horas, Dilma esteve reunida, em algum lugar da cidade, com Lula.
Vejam que gracinha: Lula estava na base aérea de São Paulo, onde teria uma conversa com a presidente. Quando soube que Dilma se atrasara na cerimônia do Rio, resolveu esperá-la na base aérea do Rio e, assim, evitar seu deslocamento.
- Presidente da República é Dilma. Eu, que não sou mais nada, é que tenho que ir ao encontro dela – ponderou Lula ao cerimonial do Palácio.
Mesmo com uma baita crise sobre as costas, Dilma voltou a Brasília tão feliz, mas tão feliz, que até parecia ter visto um passarinho azul.
E viu!”
Esta surpreendente nota foi publicada no sábado. Note-se que Moreno foi muito mais contundente do que Noblat, cuja afirmação até passou despercebida para muita gente que ainda não tinha recebido nada pela internet, que àquela altura já começava a ficar infestada de mensagens circulando sobre Fernanda Kfuri e Cabral.
Moreno foi direto ao ponto. Começa a nota falando que “o amor verdadeiro é o maior antídoto contra a intriga” e dizendo que “onde existe amor, não há desconfiança”. Só faltou dizer que “o amor é lindo”. Depois, fala sobre longa duração do encontro secreto entre Lula e Dilma, e termina com uma observação picante sobre a presidente, dizendo que, “mesmo com uma baita crise sobre as costas, Dilma voltou a Brasília tão feliz, mas tão feliz, que até parecia ter visto um passarinho azul. E viu!”
Essa lembrança do passarinho azul, inclusive, é muito original, nunca ninguém ouvira falar disso. Quem chegou mais próximo foi Collor, na Presidência da República, quando disse “ter nascido com aquilo roxo”. De certa forma, de roxo para azul, não fica tão destoante assim.
Durante todo o sábado, aguardamos que saísse algum desmentido à nota de Moreno. O Planalto podia dizer que a presidente Dilma fora visitar uma velha amiga guerrilheira, que está doente, algo assim. Mas nada. Então esperamos passar 24 horas e fomos conferir na edição de domingo de O Globo, para ver se o Planalto ou o próprio Lula tinham se manifestado a respeito. Ainda nada.
Então, será que estou maliciando demais as coisas? Será que nenhuma outra pessoa entendeu a mensagem de Jorge Bastos Moreno da mesma forma do que eu? É possível acreditar que seja apenas “uma brincadeira” do jornalista?
Mas não se brinca com esse tipo de coisas. E os editores do jornal não deixariam ser publicada “uma brincadeira” dessa gravidade. Então, para que possamos realmente saber a quantas anda este país, por favor, que alguém esclareça essa situação, se puder.


Pagot vai abrir o bico, mas não vai piar muito...
A Justiça é cega, mas, também, finge que não vê
Secretário corrupto, o governo também o é.
Onde anda o dinheiro da SEC.E da Assembléia?
Blairo: Pagot só fazia o autorizado\
Dinheiro público domina parcerias em obras da Copa
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.......... Tem gente pagando pra ver se Pagot vai mesmo dizer amanhã, no Senado, “que tudo o que fez, no comando do Dinit, foi realizado conforme as instruções recebidas”. Quem pode falar com certeza sobre isso é o seu amigo de “copa e cozinha”, senador Blairo Maggi. O que se comenta é que no Senado ele vai abrir o bico um pouco e o resto ele deixa pra falar na quarta-feira, na Câmara Federal. Em tempo de festas juninas pode até acontecer de “a bomba virar traque”.     
..........Os contos e histórias de Juizes corruptos acontecem em todo o Brasil. Em Mato Grosso são muitas, mais que em Brasília, onde o Tribunal Regional Federal da Primeira Região, instaurou processo disciplinar contra quatro ex-presidentes da Associação dos Juizes Federais da Primeira Região. Mas, como em Mato Grosso,  em Brasilia, também, tem a questão da impunidade dos magistrados. E em assim sendo, tanto lá, como cá, não dá em nada. E o povo é quem paga por isso...Para alguns a justiça é cega, mas para outras ela finge que não vê.
..........Ainda não se pode falar de que Pagot seja um corrupto, mas contra ele pesam acusações e suspeitas. Agora, do secretário Pedro Henry, da Saúde, não se pode dizer que não o é. Taí o mensalão que não deixa ninguem mentir. Pior que isso é saber que um corrupto consignado é secretário de Governo. Quem é mais corrupto: o secretário ou o Governo que o contrata? É, caro governador Ssilval Barbosa, o seu governo está sob suspeita do povo e, em algumas situações do Ministério Público. E o tempo há de dizer ou mostrar a verdade.
..........O deputado estadual José Riva, presidente da Assembléia Legislativa, não desisti e quer mesmo saber o que anda passando nas contas da Secretaria de Educação do Estado entre os anos 2009 e 2010. Com dinheiro da Assembléia, que está construindo uma torre de televisão enorme e, ninguem sabe o gasto, Riva resolve  contratar técnicos para ajudar os funcionários da AL na realização dessa tal varredura. Quanto as contas da Assembléia, riva prefere ficar calado e não expor ao povo mato-grossense. 
Blairo: Pagot só fazia o autorizado
Senador diz que aumentos de despesa em obras do Dnit tiveram o aval do Planejamento
O senador Blairo Maggi (PR-MT) afirmou que todos os aumentos de despesa em obras sob responsabilidade do Dnit foram autorizados pelos coordenadores do PAC e necessitaram do aval do Ministério do Planejamento. Em entrevista a JORGE BASTOS MORENO, Maggi adiantou o que Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit afastado no escândalo que levou a queda do ministro dos Transportes, deverá dizer amanhã em depoimento no Senado: "Ele é um executivo, não um formulador. Ele executa ordens."
Dinheiro público domina parcerias em obras da Copa
Matéria de primeira página da Folha de São Paul: Estádios erguidos em modelo que prevê associação com o setor privado recebem R$ 1 bi em financiamento do BNDES
Dinheiro público banca mais de 60% dos estádios da Copa-2014 erguidos com as chamadas PPPs (parcerias público-privadas). Três Estados que optaram pelo modelo receberam R$ 1 bilhão do BNDES.
Em Salvador, o setor público se comprometeu com 80% do total do estádio. Para o Ministério Público, isso desvirtua o modelo, no qual o setor privado financia e executa uma obra ou serviço em troca da concessão.
Os governos da Bahia, do Ceará e de Pernambuco afirmam cumprir a legislação com rigor. Dizem que o modelo de PPP foi aprovado pelo BNDES, que criou financiamento específico para o Mundial

sábado, 9 de julho de 2011

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Blairo Maggi terá um final de semana ocupado. Desarmar a bomba chamada Pagot que ameaça explodir dona Zilma do PT
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Riva diz que relacionamento com o Governo está ruim. Ele quer mandar mais
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Copa 2014 vai ter matriz de responsabilidades. Será?
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Turma do Blairo mandou ele dizer pra Dilma que está fora dessa
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Procurador: mensalão foi pior ataque à democracia
Segundo o jornal O Globo, em sua manchete de primeira página “a pena de Dirceu pode somar 111 anos de prisão, e a de Valério, 1.727 anos. E continua escrevendo:Cinco anos depois do início da ação contra os envolvidos no mensalão do governo Lula, a Procuradoria Geral da República reafirma que uma quadrilha chefiada pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, usou dinheiro público para comprar apoio no Congresso. "Foi um plano criminoso voltado para a compra de votos no Congresso. Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber", afirmou o procurador-geral, Roberto Gurgel, nas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal. Gurgel pediu a condenação de 36 pessoas. A pena de Dirceu pode ir a 111 anos de prisão, e a de Marcos Valério, a 1.727 anos. Comentando. Eu, particularmente, acredito que essa baboseira vai terminar em nada. Ninguém será punido e tudo ficará resolvido, como só acontece neste Brasil Varonil.
Pagot: Paulo Bernardo recebia as empreiteiras
Na primeira página de O Globo, também foi destaque: Luiz Antonio Pagot, um dos pivôs do escândalo no Ministério dos Transportes, diz ter provas de que empreiteiras eram recebidas pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), antes de procurarem o ministério, conta Jorge Bastos Moreno. Pagot vai depor terça-feira no Congresso. Ontem, o senador Blairo Maggi (PT-MT), padrinho de Pagot, decidiu recusar o cargo de ministro dos Transportes alegando conflito de interesses. Uma das empresas dele, a Hermasa Navegação da Amazônia, recebeu R$ 113,5 milhões do Fundo de Marinha Mercante. O fundo é formado com recursos públicos, e o diretor que administra a liberação do dinheiro foi indicado pelo PR. Comentando: Em falando a verdade, Pagot detona meio mundo do Governo de Dilma, mas, também, pode atingir de raspão ao seu padrinho Blairo Maggi. Em sendo assim, na terça feira, ele só vai dizer coisas amenas, para não ferir ninguem. Alguns serão feridos de raspão, mas sem consequências danosas.
Agência limita reajuste para os planos de saúde a 7,69%
A ANS definiu o índice máximo de reajuste para planos de saúde individuais ou familiares: 7,69%. O índice vale para contratos a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à lei 9.656/98, com aniversário entre maio de 2011 e abril de 2012.
Nos planos coletivos, a negociação de reajuste é direta entre os contratantes e as operadoras.
Comentando: Grande novidade! Enquanto isso, em Mato Grosso a saúda anda bastante debilitada e o doutor Silval Barbosa viaja para a Russia e china em busca de  negócios que sejam bom para, para, para.....
Blairo recusa ministério e PR admite escolha de Dilma
     O jornal O Estdo de São Paulo diz o seguinte, na sua edição deste sábado: Pela primeira vez, partido cogita o interino Paulo Sérgio Passos no lugar de Alfredo Nascimento. O senador Blairo Maggi (PR-MT) recusou o convite de Dilma Rousseff para assumir o Ministério dos Transportes. A decisão ainda não foi formalizada, mas assessores do grupo empresarial de Blairo vetaram a indicação e ele decidiu ficar no Senado. Com a decisão, volta ao topo da lista o nome preferido da presidente, o ministro interino Paulo Sérgio Passos. A definição, no entanto, não deverá ocorrer antes de terça-feira, quando o diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, vai depor no Senado. Dirigentes do PR são contrários à efetivação de Passos no ministério, mas já admitem que, se não houver alternativa, o partido acatará a escolha presidencial. Comentando: Blairo não aceitaria o Ministério. Com o Ministério nas mãos fica mais dificil de rezar missa para ele mesmo. Você entendeu?
Carlos Newton
Era só o que faltava. O diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot se recusou a ser demitido, entrou de férias e ainda deu entrevista dizendo que tudo o que fez no comando do órgão foi realizado conforme as “instruções recebidas”.
Suas declarações explodiram como uma poderosa bomba de efeito moral, exatamente quando o governo fazia um esforço desesperado para atribuir exclusivamente ao PR as múltiplas irregularidades cometidas no Ministério dos Transportes.
“Sou da velha escola: manda quem pode e obedece quem tem juízo. Tudo o que foi feito no Dnit foi dentro da legalidade e de acordo com as instruções recebidas” – avisou Pagot, em rápida entrevista, por telefone, ao repórter Gerson Camarotti, indicando o tom que poderá imprimir a seu depoimento na Comissão de Infraestrutura do Senado, marcado para terça-feira, caso não cheguem a bom termo as negociações que manterá neste fim de semana com representantes do Planalto.
Além do depoimento no Senado, na quarta-feira Pagot repete a dose na Câmara e pode fazer um estrago no governo. Seu tom é ao mesmo tempo de diplomacia e chantagem, ao lembrar que manteria “a palavra dada ao Palácio do Planalto de não conceder entrevistas antes do depoimento”.
Segundo senadores do PR que estiveram com Pagot, numa das reuniões dos últimos dias ele teria desabafado que aditivos contratuais em obras rodoviárias foram solicitados pelo então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Porém, ao jornalista de O Globo, Pagot negou que tenha feito essa afirmação e disse ter achado “um absurdo” que senadores do partido divulgassem esta versão.
No governo, há muita preocupação com a posição que Pagot vai tomar na terça-feira. Ele tem reclamado que sua família está humilhada com as denúncias de irregularidades no órgão, envolvendo seu nome. Se ele dizer o que sabe sobre o Ministério dos Transportes, o mínimo que acontecerá é a oposição conseguir número para instalação da CPI do Dnit no Senado.
Em mais uma demonstração de que não está fora do cargo – ao contrário do que já foi dito claramente no Planalto -, Pagot disse a O Globo que está de férias, e que até aproveitou para vistoriar na quinta-feira, informalmente, uma estrada cujas obras foram concluídas há seis meses, nos arredores do DF.
A situação é de muito suspense, porque o Planalto encara o gesto de Pagot de se oferecer espontaneamente para depor em comissões da Câmara e do Senado como uma forma de tentar intimidar o governo.
Na quinta-feira, ao aprovar o requerimento convidando Pagot para depor na Comissão de Infraestrutura do Senado, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) leu cartas enviadas por Pagot a ela e ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), manifestando seu interesse em falar sobre suas atividades no Dnit, “cargo que ocupo com toda dedicação e compromisso”.
Ele também já tinha enviado carta semelhante para deputados, que decidiram fazer uma sessão conjunta de quatro comissões para ouvir Pagot. No Senado, a sessão será conjunta com a Comissão de Fiscalização e Controle).
Desarmar a bomba
O fim de semana será dedicado pelo senador Blairo Maggi à tarefa de desarmar a bomba, ou seja, convencer Luís Antônio Pagot a não denunciar o PT como responsável maior pelas decisões de superfaturamento de obras rodoviárias executadas pelo Dnit. Já que o PR conseguiu dobrar a presidente Dilma, levando-a a convidar Maggi, mesmo que ele não aceite, ficará patente a força do partido para indicar outro ministro. Mas apenas se Pagot recolher os flaps, não decolar e voltar ao hangar. Caso deflagre a guerra das acusações, nada feito. Como o já agora ex-diretor do Dnit é fiel acólito do senador por Mato Grosso, tudo indica que poderá refluir. Depois, dirá que as ameaças não passaram de intriga da imprensa…

sexta-feira, 8 de julho de 2011

PR veta preferido de Dilma, que convida Blairo Maggi
CGU apreende computadores em gabinetes nos Transportes, no Dnit e na Valec
     O PR do ex-ministro Alfredo Nascimento, demitido sob suspeita de corrupção, vetou a efetivação do interino Paulo Sérgio Passos nos Transportes. Ele era o nome preferido da presidente Dilma Rousseff, que então sondou o senador Blairo Maggi (PR) para o cargo. Ex-governador de Mato Grosso, megaempresário do setor agrícola e padrinho de Luiz Antonio Pagot, afastado do Dnit no mesmo escândalo, Blairo pediu tempo para decidir. O gesto de Dilma foi visto como uma tentativa de "controlar" Pagot, que vai ser ouvido no Congresso e tem mandado recados de que agia sob ordens. A Controladoria Geral da União recolheu documentos e computadores em gabinetes do Ministério dos Transportes, do Dnit e da Valec, que cuida de ferrovias
AS INTOCÁVEIS
Dessa novela de horror ainda inconclusa emergem personagens intocáveis. São as empreiteiras, aquelas que superfaturando o preço das obras, canalizavam comissões e propina para os agora afastados altos funcionários do ministério dos Transportes. Nada parece capaz de atingi-las. Mesmo com os contratos sob exame, não haverá como revogá-los, coisa que paralisaria os trabalhos em execução. Nenhuma devassa conseguirá levar seus responsáveis ao banco dos réus, até porque sua blindagem parece inatingível. Dispõem de influência e de obras em muitos outros ministérios, quer dizer, em muitos outros partidos, bancadas e regiões. Detém cada vez maiores parcelas de poder, sem falar de presença na mídia.
E O LULA?
     Já se escreveu que nada será capaz de afastar a presidente Dilma do ex-presidente Lula. No relacionamento entre eles jamais se estabelecerá a emulação entre criatura e criador. Mesmo assim, o antecessor foi responsável pela permanência de Alfredo Nascimento nos Transportes durante quase todo o seu duplo mandato e, mais, pela permanência dele no governo da sucessora. Corre a versão de ter-se devido ao Lula a sobrevida de quatro dias do agora ex-ministro em sua pasta. De sua inspiração teria sido a esdrúxula nota de confiança da presidente em Nascimento
     A pergunta que se faz é se o Lula vai interferir na nomeação do novo ministro. Mestre na arte de engolir sapos, sua inclinação seria para uma composição de Dilma com o Partido da República, ou seja, a aceitação de um nome indicado por suas bancadas. Resta saber se ela aceitará a permanência do ministério dos Transportes como feudo de uma legenda cujo presidente de honra é Waldemar da Costa Netto.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Políticos ignoram técnicos e manobram para emplacar trem bilionário em CuiabáVinícius Segalla
UOL ESPORTE
     Um político de Cuiabá (MT) que responde a mais de 50 processos por improbidade administrativa está levando a cidade de Cuiabá a construir uma linha de trem que vai custar mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e que, de acordo com laudos técnicos e opinião de especialistas em transporte urbano, absolutamente não é necessário na cidade. Pior: para fazê-lo, o deputado José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, fez a cidade abrir mão de um financiamento da Caixa Econômica Federal de R$ 451 milhões para a construção de três corredores de ônibus (ou BRT, Bus Rapid Transit), esta sim a solução de mobilidade urbana apontada por técnicos como a ideal para as necessidades e proporções de Cuiabá.
     Na semana retrasada, os políticos locais anunciaram a construção de uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) orçada inicialmente em R$ 1,1 bilhão. O valor é equivalente a todo o montante de investimentos para a Copa que o Ministério do Esporte previa para Cuiabá, incluindo obras no aeroporto (R$ 88 milhões) e a construção de um estádio (R$ 597 milhões). Estudos técnicos de universidades e empresas contratadas recomendavam a construção do BRT, ao custo de R$ 489 milhões. Caciques políticos do Mato Grosso encabeçados por Riva, porém, preferiram fiar sua decisão em um "estudo" de dez páginas encomendado a uma empresa que constrói sistemas para trens e optaram pelo modal mais caro.
     A decisão foi anunciada em junho pelo órgão estadual criado pelo governo para gerir as obras da Copa: a Agecopa (Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal) . A escolha representa uma reviravolta nos projetos de mobilidade urbana para a Copa da cidade-sede, enviados ao Ministério do Esporte em setembro de 2009 e que previam a construção de três corredores integrados de ônibus. Agora, enquanto o Ministério do Esporte computa que as obras do BRT estão a pleno vapor desde maio deste ano, com previsão de entrega para novembro de 2013, a Agecopa corre para desenvolver e apresentar um novo projeto e, assim, pleitear a manutenção do financiamento que já havia sido aprovado e assinado pela Caixa Econômica Federal para os corredores de ônibus. Até agora, o órgão estadual não apresentou nenhuma explicação técnica que ampare a troca tardia de projetos.
     É que os motivos que levaram as autoridades matogrossenses a escolher o VLT, segundo o UOL Esporte apurou, não foram técnicos. A decisão foi precedida por um embate político em que se confrontaram deputados e secretários de estado, favoráveis ao metrô de superfície, e técnicos e especialistas em transporte, que recomendavam o BRT. Os primeiros venceram.
O deputado estadual José Riva (PP): defesa convicta do VLT e mais de 50 processos na Justiça
A disputa começou no segundo semestre de 2009. À época, Cuiabá tinha que apresentar um projeto de mobilidade urbana para o governo federal. Se aprovada, a obra seria financiada pelo "Programa Pró-Transporte", com recursos do FGTS e operacionalizado pela Caixa Econômica Federal. A prefeitura, então, resolveu contratar uma empresa ou entidade que montasse um projeto de mobilidade urbana. A UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso) voluntariou-se, mas foi preterida por uma empresa do mercado. "Não escolheram nosso projeto, mas a empresa contratada apresentou um estudo muito sério, tanto que obteve o financiamento federal", conta o professor da UFMT Luiz Miguel de Miranda, doutor em engenharia de transportes.
     O estudo fornecido à prefeitura contém centenas de páginas e se aprofunda nas questões urbanísticas e econômicas da capital matogrossense. Um software de engenharia de tráfego (Transcad) foi utilizado para determinar os fluxos de transporte da cidade. "O estudo levou em consideração quantas viagens são feitas na cidade por dia, qual o tamanho médio dos deslocamentos, os horários de maior demanda e as previsões de crescimento dessas variáveis ao longo dos anos", explica Miranda.
     A conlcusão técnica foi a de que Cuiabá não precisaria de um sistema de transporte que pudesse transportar mais do que 20 mil pessoas por hora. Com o projeto de BRT sugerido à prefeitura, é possível transportar até 30 mil pessoas por hora. Já o VLT transporta até 40 mil pessoas por hora. As linhas de BRT somariam 33 quilômetros e teriam 32 estações, ligando o centro da cidade ao aeroporto e ao estádio que está sendo construído. Já o VLT ainda não tem itinerário e comprimento definidos. "Pelas projeções técnicas, Cuiabá não tem necessidade de um VLT pelo menos pelos próximos 20 anos", diz o professor. "O caso foi estudado por autoridades em transporte da prefeitura e do estado, além de engenheiros da UFMT, da USP (Universidade de São Paulo) e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Não houve uma voz que não dissesse que o BRT é o modal adequado a Cuiabá", completa.
     O chefe da agência da Copa no MT, Eder Moraes: assumiu o cargo e aprovou o VLT em um mês
     O projeto foi aprovado e entrou na programação oficial do governo brasileiro de obras da Copa. Uma voz dissonante, porém, surgiu na Assembleia Legislativa do Mato Grosso já em 2009. Trata-se do presidente da Casa, deputado José Riva (PP). O parlamentar até hoje se orgulha de ser o maior defensor do VLT em Cuiabá. Advogado por formação e político por natureza, Riva tem a firme convicção, vinda não se sabe de onde, de que o VLT é o meio de transporte perfeito para a cidade.
     Deputado estadual desde 1994, o parlamentar é um dos maiores caciques do estado, com enorme força política e folha corrida. Riva responde na Justiça do Mato Grosso a mais de 50 processos movidos pelo Ministério Público por improbidade administrativa. No STF (Supremo Tribunal Federal), é reu em, pelo menos, mais cinco. Em julho de 2010, sua mulher, Janete, foi presa pela Polícia Federal com mais 91 pessoas (muitas delas funcionárias do governo do MT) acusadas de derrubar ilegalmente o equivalente a 1,5 milhão de metros cúbicos de madeira desde 2008.
     Em abril deste ano, a disputa se itensificou. O advogado e deputado José Riva passou a defender ostensivamente o VLT, acusando a Agecopa de fazer lobby junto aos empresários do setor de transporte de Cuiabá a favor do BRT. O então presidente da Agecopa, Yênes Magalhães, era quem rivalizava com o parlamentar. Quadro técnico do governo estadual, Magalhães é engenheiro especialista em sistemas de transportes. Já foi secretário municipal de Transporte de Cuiabá e secretário de Planejamento do Mato Grosso. Ele foi à Assembleia Legislativa em mais de uma oportunidade, munido de estudos que mostravam que a implantação da linha férrea do VLT não se daria a tempo de estar funcionando na Copa, e que a tarifa economicamente viável do VLT não poderia ser inferior a R$ 4,35, enquanto o BRT poderia se sustentar com uma passagem na casa dos R$ 2.
     O deputado montou trincheiras na Assembleia a favor do VLT, e começou a pressionar o governador Sival Barbosa (PMDB) a substituir o presidente da Agecopa. No dia 15 de abril, Yênes Magalhães foi retirado do cargo e substituído por Eder Moraes, atual ocupante do cargo. Político experiente e de confiança de Sival Barbosa, Moraes era secretário-chefe da Casa Civil do governo do Mato Grosso. Antes, havia sido assessor especial do ex-governador Blairo Maggi, em 2003. Jamais pisou em uma escola de engenharia. Não tem nenhuma experiência na área de transporte.
     Em maio, a fim de inteirar-se sobre o assunto que agitava a Agecopa, foi à cidade do Porto, em Portugal, conhecer o sistema de VLT que o município possui. Em sua companhia foram os deputados José Riva (advogado), Sérgio Ricardo (PR), que é jornalista, e Guilherme Maluf (PSDB), que é médico. Todos voltaram convencidos de que o VLT seria a melhor solução para o transporte de Cuiabá. Há duas semanas, veio o anúncio da substituição do modal. Agora, a Agecopa corre para preparar um projeto, encontrar uma parceira privada e convencer a Caixa Econômica Federal que a verba que seria emprestada para o BRT deve ser entregue para construir o VLT, embora nenhum estudo tenha sido até agora enviado ao banco estatal.
     O ex-presidente da Agecopa, Yênes Magalhães, agora é diretor de planejamento do órgão estadual. O UOL Esporte tenta colher sua opinião sobre a mudança de projeto desde segunda-feira de manhã (4/7). Inicialmente, ele afirmou, por meio de sua assessoria, que não iria comentar o assunto. Depois da insistência da reportagem, disse que atenderia ao portal na terça-feira. Na data marcada, porém, sua assessoria informou que Magalhães não se encontrava no escritório. Indagada se o diretor não poderia atender a reportagem ao celular, sua assessora informou que Magalhães tem problema de ouvido e não consegue falar com um telefone móvel.
     Também na segunda-feira de manhã, o UOL Esporte procurou a Agecopa, a fim de saber se o órgão possui algum estudo que identifique o VLT como a melhor opção de transporte para Cuiabá, entre outras questões de caráter técnico. A reportagem, porém, foi informada que apenas o presidente da entidade, Eder Moraes, teria condições de dar qualquer informação a respeito do VLT, e que o mesmo encontra-se na Rússia até a próxima sexta-feira (8/7). A Agecopa possui uma estrutura com sete diretorias e dezenas de gerências.
     Já o deputado José Riva atendeu à reportagem. "Encomendei um estudo que mostra que o VLT é a melhor opção para Cuiabá. Estou plenamente convicto desta ideia", declarou. O UOL Esporte teve acesso ao estudo referido pelo deputado. Ele foi feito pela empresa TTrans, de São Paulo, que fornece sistemas metroviários de energia, controle e material rodante. A análise possui dez páginas tamanho A-4 e nenhuma referência à realidade específica de Cuiabá, metodologia de cálculos ou contexto econômico. Contra um estudo científico de centenas de páginas e a opinião unânime de especialistas em transporte urbano, o deputado forma sua convicção por meio de um relatório de dez páginas produzido por uma fornecedora de sistemas metroviários
fonte PORTAL UOL
OUTRO LADO
José Riva contesta UOL e garante que o VLT é viável e auto-sustentável. O Presidente da Assembléia Legislativa também classifica de “ataques pessoais” movidos por “má-fé” a citação de sua condição política e jurídicaDA EDITORIA
     O presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Geraldo Riva, negou por meio de nota oficial no início da tarde desta quinta (07), que a opção do VLT como modal de transportes para Cuiabá e Várzea Grade tenha sido tomada sem obedecer a critérios técnicos, conforme reportagem publicada nesta manhã pelo portal de notícias UOL.
     De acordo com o deputado, a reportagem se baseou em “informações falsas e incompletas”, já que, diferente do que sustenta a matéria, alega, “ainda não há um estudo conclusivo que aponta o preço final do VLT, principalmente no valor informado na notícia”. O deputado garante que o VLT é "viável e auto-sustentável".
     O presidente da Assembléia também refuta a informação de que o sistema custará R$ 1,1 bilhão, e argumenta que “estudos hoje apontam um custo de R$ 700 milhões, mas ainda não é o valor final”.
     José Riva também argumenta na nota que Cuiabá é uma cidade sem planejamento urbano, o que dificultou a implantação de outro sistema de transporte, como o BRT, e apontou também a economia que se fará com os valores da indenizações por desapropriações.
     “O VLT foi o modal escolhido, pois com o número de desapropriações que seriam necessárias para a implantação do BRT, o valor total desse modal chegaria ou ultrapassaria o que será gasto no VLT”, diz trecho da nota.
     Quanto às citações de suas situações políticas e jurídicas pelo UOL, o deputado as classificou de “ataques pessoais” movidos por “má-fé”.
     “Também deixo claro a má-fé nos ataques aferidos à mim e minha esposa, usando de outro contexto para denegrir nossa imagem. Informo que a referida fazenda possui todo manejo florestal aprovado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente”.
     Já a Agecopa não se manifestou sobre a reportagem até o momento.
     Leia abaixo a íntegra da nota emitida por José Riva.
"NOTA DE ESCLARECIMENTO
Sobre a matéria veiculada nesta quinta-feira (07.07), no portal de notícias UOL, intitulada “Políticos ignoram técnicos e manobram para emplacar trem bilionário em Cuiabá”, é importante alguns esclarecimentos:
1 - O jornalista usou de informações falsas e incompletas para a produção da matéria. Até hoje ainda não há um estudo conclusivo que aponta o preço final do VLT, principalmente no valor informado na notícia. Os estudos hoje apontam um custo de R$ 700 milhões, mas ainda não é o valor final. Também não está definido a fonte de financiamento, como afirma na notícia, sendo que poderá ser por meio de PPP (Parceria Público-Privada), do governo ou da própria concessionária, todavia que o transporte é viável e autossustentável.
2 - Deveria ter sido considerado na matéria, como fora informado, que Cuiabá é uma Capital que nunca houve um planejamento urbano e com isso há dificuldades de implantações de novas vias, ou até mesmo de ampliações de ruas e avenidas. Por conta disso, o VLT foi o modal escolhido, pois com o número de desapropriações que seriam necessárias para a implantação do BRT, o valor total desse modal chegaria ou ultrapassaria o que será gasto no VLT.
3 - Também deixo claro a má-fé nos ataques aferidos à mim e minha esposa, usando de outro contesto para denegrir nossa imagem. Informo que a referida fazenda possui todo manejo florestal aprovado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
4 - Acredito que os cidadãos mato-grossenses e principalmente os cuiabanos apoiam o modelo de transporte escolhido, por entenderem que não somos mais uma capital provinciana, como os grandes centros gostam de nos considerar. Estamos optando por um transporte de qualidade e de durabilidade, sendo contrário ao que o BRT possa oferecer.
DEPUTADO JOSÉ RIVA"
V0CÊ SABIA QUE SÃO JOÃO NÃO ERA EMPREGADO PÚBLICO, MAS ESTÁ RECEBENDO POR FESTA
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LIÇÕES DE PLATÃO E DE ARISTÓTELES SOBRE A OAB
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MORDOMIA
ASSEMBLEIA DE MINAS ACABA COM PENSÃO DE EX-GOVERNADORES. EM MATO GROSSO AINDA NÃO
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BLAIRO NÃO QUER SABER DE TRANSPORTES. JÁ ASFALTOU AS SUAS ESTRADAS EM MT
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SENADO APROVA COPA COM SIGILO E SEM LICITAÇÃO. 'JEITINHO' PARA OBRAS DA COPA
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Blairo não aceita Ministério. Não quer mais construir estradas
     Com a demissão de Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes, o senador Blairo Maggi (PR) foi sondado pela Presidência da República para assumir a pasta. No entanto, Maggi já manifestou que não tem interesse e comunicou sua posição à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Segundo se ccomenta, Blairo não quer mais mexer com estradas. As que ele queria asfaltar, já asfaltou em seu governo. Todas as suas fazendas de soja estão bem servidas.

SENADO APROVA COPA COM SIGILO E SEM LICITAÇÃO
O governo venceu a batalha no Senado e aprovou com folga o regime especial que dispensa licitações e mantém o sigilo sobre custos de obras da Copa. O texto agora vai a sanção presidencial.'Jeitinho' para obras da Copa. Oposição vê brechas para corrupção.

FREIO NOS SUPERSALÁRIOS
Pressionada pela Justiça, Diretoria-Geral do Senado acata decisão do STF e anuncia que vai cortar vencimentos de servidores que ganham acima de R$ 26.713, o teto salarial do funcionalismo público.

Riva zangado com Silval
Ele está querendo mais
     Deu nos jornais da cidade: O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), criticou ontem o relacionamento do Poder Executivo com o Parlamento. “O nosso relacionamento precisa ser melhorado, não houve nenhum tipo de enfrentamento, mas existem muitas situações que o Executivo deve compartilhar com o Legislativo”, disse Riva, ontem, logo após a sessão solene de homenagem ao ex-governador Dante de Oliveira.
     O deputado, ao que tudo indica, ainda não está satisfeito com o seu poder no governo. Vamos ver no que vai dar tudo isso. Ao que se sabe Silval não está gostaando que Riva e Eder apareçam mais que el;e como governador.
Comentários de outros
SÃO JOÃO NÃO ERA EMPREGADO PÚBLICO
     Salta aos olhos a contradição de haver o ministério do Turismo destinado 22 milhões de reais para financiar as festas de São João em diversos estados. Essas comemorações são populares e privadas. Nenhuma relação possuem com o serviço público. Ou não deveriam possuir. Às comunidades caberia organizá-las, sem recursos do governo para acender fogueiras, armar barraquinhas ou contratar bandas e cantores. A moda pegou desde que proliferaram as ONGs, organizações não governamentais que mamam nas tetas do erário.
LIÇÕES DE PLATÃO E DE ARISTÓTELES
     Mil laços ligavam Aristóteles a Platão, a começar por este ter sido mestre daquele, apesar de divergências filosóficas e científicas. Ambos fundaram escolas de saber, a Academia, um, e o Liceu, outro. Pois nos dois centros de estudo prevalecia a máxima de que se os alunos não conseguiam captar as lições dos professores, o erro e a culpa seriam de quem ensinava mal, não de quem deveria aprender. Alguma coisa estava errada na arte de ensinar.
     Coisa parecida parece estar acontecendo nos exames elaborados pela Ordem dos Advogados do Brasil, obrigatórios para o exercício da profissão? A cada ano que passa aumenta o índice das reprovações, chegando agora a 95%. Não seria o caso de indagar se a responsabilidade não é das questões mal formuladas ou maliciosamente apresentadas?