Usando a Tribuna Livre da Sessão Ordinária da
Câmara Municipal de Cuiabá, o ambientalista e empresário Jurandir Spinelli
posicionou-se para cobrar providências das autoridades municipais e estaduais
em relação à situação do projeto do Terminal Turístico da Salgadeira. Também
pediu que o governo estadual se posicione sobre a duplicação da rodovia Emanuel
Pinheiro, outro projeto que se encontra igualmente paralisado e sem informações
à sociedade, após ser lançado em 2006.
"Essa rodovia era para ser
duplicada bem no início, a partir do trevo de acesso a Chapada dos Guimarães e
Distrito da Guia. Mas a coisa não andou assim, está estagnada. Enquanto isso,
estudantes da Fundação Bradesco, que residem nas imediações, no Residencial
Milton Figueiredo e comunidades próximas, têm sido atropelados. Mais de 30
crianças já perderam a vida naquelé trecho. Quer dizer: autorizaram a
instalação de um mercado atacadista e de uma torre, mas o projeto de
duplicação, o mais importante, pois preserva a vida humana, este parou no
tempo".
O Complexo Salgadeira é outra obra
rascunhada em projeto e engavetada sem maiores explicações, afirmou Jurandir.
"Já se arrasta há mais de três anos, contabilizados os dois do fechamento
da Salgadeira. Uma lástima que um balneário tão bonito esteja inoperante, e o
que é pior: sem perspectivas aparentes de solução para o caso. Ninguém consegue
explicar nada sobre esse projeto na Secretaria de Turismo do Estado. Dizem
apenas que será lançada a concessão para o Complexo da Salgadeira, porém nada
acontece. Se isto sair efetivamente, após análise das comissões técnicas e
consequente licenciamento ambiental, vai levar pelo menos uns 18 meses. Por
essa análise, a Salgadeira não ficará pronta até à Copa 2014".
Jurandir cobrou um posicionamento
enérgico dos parlamentares, em nível municipal, estadual e federal, para uma
solução desse impasse. Citou que a população cuiabana e adjacente, "pelo
que tudo indica", terá somente o Complexo do Coxipó do Ouro como opção
turística. "Ainda assim, sem qualquer estrutura, conforme pode ser visto
por lá, inclusive no trecho de acesso via Ponte de Ferro, local de obras
inacabadas e abandonadas".
quarta-feira, 13 de março de 2013
Sindicalista diz que Secopa está deixando a desejar
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção
Civil, Joaquim Dias Santana, usou da Tribuna Livre da Câmara de Cuiabá para discorrer
sobre o trabalho realizado pela entidade sobre as obras da Copa 2014, lançado
em 2011 no Plenário do Legislativo Municipal. "Realizamos um trabalho junto à Secopa para buscar a representatividade de 30 mil trabalhadores. O desejo do sindicato é criar uma pauta unificada, que compreende benefícios atrelados ao salário/mês, cesta básica, horas extras, assistência na área de saúde, entre outros direitos e conquistas. Desejamos deixar esse legado".
No próximo dia 26, anunciou Joaquim Santana, o sindicato se reunirá com governo e empresários para concluir as negociações em torno dessa pauta. "Pedimos total apoio desta Casa de Leis neste sentido. O piso nacional unificado da classe significa um avanço importantíssimo. Contamos assim com todos os segmentos partidários para que reforcem essa tese de igualdade dos direitos dos trabalhadores do País”.
Ele disse que os trabalhadores da Agecopa carecem de condições dignas. “Ela (Agecopa) está deixando a desejar. Temos depoimentos de trabalhadores de lugares distantes que dizem que só não foram embora porque não têm condições. Sugiro convidarmos o secretário Maurício Magalhães para fazer uma avaliação disso”.
segunda-feira, 11 de março de 2013
A criminalidade vai aumentar
Carlos Chagas
Do jeito que as coisas vão, e apesar da
propaganda, chegaremos ao segundo semestre com um milhão de novos
desempregados, a contar de outubro do ano passado. Ou não foram 665 mil até
fevereiro, mais pelo menos 100 mil previstos para este mês?
Não se dirá que os empresários dão de
ombros para o drama de seus ex-empregados. Devem estar sentidos, mas, para
eles, tanto faz como tanto fez. Estarão garantidos pessoalmente.
Só que existe outro problema tão grande
quanto o desespero dos que vão perdendo postos de trabalho, humilhados por
precisarem recorrer ao pálido seguro-desemprego ou ao bolsa-família. Do milhão
acima referido, quantos não resistirão à tentação ou à compulsão de buscar a
marginalidade? Se for 1%, serão dez mil, mas poderão ser bem mais optando pelo
crime, em especial em grandes centros como São Paulo, Rio, Belo Horizonte e
outros.
A falta de previsão tem sido
característica centenária dos governos nacionais e estaduais. Preferem o
imediatismo. Seria bom parar para pensar, especialmente numa hora em que o
palácio do Planalto puxa a fila dos cortes orçamentários para enfrentar a
crise. Gastos com esporte, turismo, meio ambiente e defesa foram reduzidos de
forma drástica no plano federal. Dirão os tecnocratas de Brasília que segurança
pública não é com eles. Trata-se de problema dos governadores, também
empenhados em passar a tesoura nos respectivos orçamentos. Só que não é bem
assim. Dotações do ministério da Justiça e das forças armadas relacionam-se com
a proteção do cidadão, e sofrem cortes.
A conclusão surge amarga: para
enfrentar o aumento da criminalidade seriam necessários investimentos imediatos
no setor policial e sucedâneos. Só que está acontecendo o oposto. Além de não
crescer, o arcabouço da segurança pública diminui. Como parece inócuo sugerir
que cada cidadão passe a adquirir a sua arma, dentro da campanha ainda vigente
pelo desarmamento, a solução seria, no mínimo, para a população comprar
cadeados, aprisionando-se em sua própria casa…
domingo, 10 de março de 2013
Sem 14º e 15º, parlamentares querem é mais
terça-feira, 5 de março de 2013
Brasil obriga aposentado a trabalhar mais 7 anos
Brasileiro
continua no batente para complementar a baixa renda garantida pelo INSS
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os homens brasileiros que se aposentam por tempo de contribuição continuam trabalhando, em média, durante mais 7,3 anos. Já as mulheres aposentadas na mesma circunstância permanecem na ativa por um prazo médio de 5,4 anos. A pesquisa constatou ainda, com base em dados de 2010, que os homens passaram a receber o benefício por tempo de contribuição aos 55,1 anos, em média, usufruindo dele por 24,6 anos. As mulheres, por sua vez, se aposentaram aos 52,7 anos, recebendo da Previdência por um período médio de 31,3 anos.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os homens brasileiros que se aposentam por tempo de contribuição continuam trabalhando, em média, durante mais 7,3 anos. Já as mulheres aposentadas na mesma circunstância permanecem na ativa por um prazo médio de 5,4 anos. A pesquisa constatou ainda, com base em dados de 2010, que os homens passaram a receber o benefício por tempo de contribuição aos 55,1 anos, em média, usufruindo dele por 24,6 anos. As mulheres, por sua vez, se aposentaram aos 52,7 anos, recebendo da Previdência por um período médio de 31,3 anos.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Bebê é curado de Aids nos Estados Unidos
O
anúncio surpreendente da cura de um bebê infectado com HIV pode mudar a
trajetória da doença e reduzir drasticamente o número de crianças vivendo com o
vírus no mundo. A criança tem dois anos e meio e foi curada por médicos do
Centro da Criança Johns Hopkins, de Baltimore, nos Estados Unidos. Se o
relatório da doutora Deborah Persaud for confirmado, o bebê, que não teve nome
nem sexo revelados, seria o segundo caso de cura no mundo. O primeiro foi
Timothy Brown, homem de meia-idade, que ficou conhecido como "paciente de
Berlim”. O anúncio foi feito ontem, mas a criança vive há um ano sem os
remédios e sem sinal de vírus ativo. Nascido de uma mãe infectada,
especialistas, que não estiverem envolvidos diretamente na pesquisa, questionam
se a criança tinha realmente contraído a doença.sexta-feira, 1 de março de 2013
Mensaleiros devem ser presos até julho, prevê Barbosa
Presidente
do STF espera encerrar julgamento de todos os recursos contra a condenação
antes das férias
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, afirmou ontem que a prisão dos 25 condenados no processo do mensalão deve ocorrer até julho. “A minha expectativa é de que tudo se encerre antes das férias”, disse, em entrevista a jornalistas estrangeiros. “Os votos de alguns ministros ainda não foram liberados. Assim que todos apresentarem seus votos, vou determinar a publicação, e aí começa a correr o prazo de recursos dos réus”, afirmou. Barbosa criticou o que chamou de “problema sistêmico” na Justiça. “Nosso sistema penal é muito frouxo. É totalmente pró-réu, pró-criminalidade. Essas sentenças que o Supremo proferiu (no mensalão), de 10,12 anos, no final se converterão em 2 anos, porque há vários mecanismos para reduzir a pena.” Barbosa chamou ainda o sistema penal de “faz de conta”,
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, afirmou ontem que a prisão dos 25 condenados no processo do mensalão deve ocorrer até julho. “A minha expectativa é de que tudo se encerre antes das férias”, disse, em entrevista a jornalistas estrangeiros. “Os votos de alguns ministros ainda não foram liberados. Assim que todos apresentarem seus votos, vou determinar a publicação, e aí começa a correr o prazo de recursos dos réus”, afirmou. Barbosa criticou o que chamou de “problema sistêmico” na Justiça. “Nosso sistema penal é muito frouxo. É totalmente pró-réu, pró-criminalidade. Essas sentenças que o Supremo proferiu (no mensalão), de 10,12 anos, no final se converterão em 2 anos, porque há vários mecanismos para reduzir a pena.” Barbosa chamou ainda o sistema penal de “faz de conta”,
Assinar:
Comentários (Atom)

